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08/11/2018

Testes ELISA IgG e IgM para diagnóstico da Esquistossomose

Os esquistossomas são vermes parasitas (vermes sanguíneos) que podem ser encontrados em águas paradas de regiões tropicais. As larvas infectam o hospedeiro através da penetração da pele e se desenvolvem em verme adulto em poucas semanas. Os vermes adultos se ligam aos vasos sanguíneos, onde as fêmeas liberam óvulos que podem causar reações imunológicas. As infestações podem causar danos progressivos dos órgãos (fígado, intestino, pulmões, bexiga). Em todo o mundo, cerca de 200 milhões de pessoas sofrem de esquistossomose.

No Brasil, estima-se que cerca de 1,5 milhões de pessoas vivem em áreas sob o risco de contrair a doença. Os estados das regiões Nordeste e Sudeste são os mais afetados sendo que a ocorrência está diretamente ligada à presença dos moluscos transmissores. Atualmente, a doença é detectada em todas as regiões do país. As áreas endêmicas e focais abrangem 19 Unidades Federadas e compreendem os Estados de Alagoas, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte (faixa litorânea), Paraíba, Sergipe, Espírito Santo e Minas Gerais (predominantemente no Norte e Nordeste do Estado).

De acordo com os padrões de qualidade em diagnósticos microbiológicos / infectológicos (MiQ), a sorologia é atualmente considerada como método de detecção com maior sensibilidade.

A análise do anticorpo IgG específico apresenta maior relevância. A detecção de anticorpos IgM possibilita o diagnóstico em viajantes, uma vez que os anticorpos não podem ser detectados antes de 3 – 7 semanas após a infecção e atingirão o pico no final da fase pré-patente (intervalo de tempo entre a absorção de parasitas e o desprendimento de ovos). Como consequência a sorologia pode ser considerada uma adição para o diagnóstico direto do patógeno.