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A importância do HPV para rastreamento câncer do colo uterino

20/02/2020 - Por: EUROIMMUN Brasil

O câncer de colo de útero, também chamado de câncer cervical tem como seu principal fator a infecção persistente por alguns tipos do Papilomavírus Humano de alto risco oncogênico (HR_HPV).

Conforme dados do INCA (2019), estima-se que 16.590 novo casos de câncer de Colo Uterino serão diagnosticados no Brasil.¹ De acordo com as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento dessa neoplasia, o método de rastreamento atualmente utilizado na identificação das lesões precursoras é o exame citopatológico (Teste de Papanicolaou).

Em entrevista com o Dr. Marco Antonio Zonta, pesquisador colaborador da UNIFESP e pesquisador associado da EUROIMMUN Academy (Alemanha), ele comenta sobre a utilização da biologia molecular para rastreamento do HPV.

"Com o advento da Biologia Molecular, inovações e novas tecnologias e a concretização de que o HR_HPV como o principal agente causador de câncer de colo uterino, iniciar o rastreamento primário pela identificação dos HPVs de alto risco vêm mostrando maior especificidade na identificação precoce das lesões precursoras e do câncer cervical”, afirma o Dr. Marco Antônio Zonta.

De acordo com os Guidelines Mundiais, apresentados nos últimos congressos na Europa e nos Estados Unidos, a tendência é de que o rastreamento primário seja iniciado pelos testes moleculares, identificando qual tipo de HR_HPV e, em caso de positividade, a realização do exame de citologia em meio líquido, para avaliar a ocorrência de lesões e o direcionamento para a colposcopia. Esses programas de rastreamento já vêm sendo realizados em países que apresentam campanha de vacinação contra o HPV bem estabelecida, como Reino Unido, EUA, Canadá, Finlândia, Austrália e mais recentemente México.

Em um dos estudos recém-publicados, Dr. Zonta evidencia a necessidade da genotipagem do HPV para o rastreamento das lesões, conforme descrito no artigo “Incidência de infecção pelo papilomavírus humano em mulheres internas no presídio após 15 anos de implantação do programa de rastreamento de câncer cervical”. Por meio do método microarray (EUROArray), foi possível identificar os tipos de HPVs em leões Escamosa de Significado Indeterminado (ASCUS), Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau (LSIL) e Lesão Intraepitelial Escamosa de Alto Grau (HSIL), sendo, portanto, possível direcionar o tratamento.

Outros estudos semelhantes foram realizados na população ribeirinha do Amazonas, em comunidades do Rio Negro e Rio Madeira. Nestes estudos, o objetivo foi avaliar a prevalência de infecções por HPV, onde verificou-se que as mulheres dessas regiões apresentavam uma frequência eleva de infecções de HPV de alto risco, sendo os tipos 16 e 45 os mais prevalentes, com risco elevado para desenvolvimento de câncer cervical. Algumas dessas mulheres não apresentavam lesão escamosa intraepitelial cervical.

Atualmente, o Dr. Zonta colabora com pesquisadores da Secretaria de Saúde de Palmas (TO) e da Fiocruz (RJ), em um projeto para a padronização de um protocolo no combate ao Câncer de Colo Uterino naquela região, uma das localidades com maior prevalência de infecção viral e de neoplasias cervicais. O projeto tem como objetivo a utilização de metodologias distintas (PCR, microarray, imunocitoquímica, e citologia em meio líquido) para estabelecer uma política de rastreamento para a doença. “A ideia é rastrear mulheres que possuem infecção pelos HPVs de alto risco oncogênico e com alterações celulares e identificar, por meio de marcador imunocitoquímico, o risco de evolução para câncer.”, pontuou Dr. Zonta.

Esses estudos comprovam ainda mais a importância e a necessidade de genotipagem do HPV e a relevância do método de biologia molecular para o rastreamento do câncer de colo uterino.

A EUROIMMUN disponibiliza o kit para diagnóstico de HPV, pela metodologia de microarray, com a tecnologia de BIOCHIPs, capaz de identificar 30 subtipos de DNA-HPV de alto risco e baixo risco (HPV 6, 11, 16, 18, 26, 31, 33, 35, 39, 40, 42, 43, 44, 45, 51, 52, 53, 54, 56, 58, 59, 61, 66, 68, 70, 72, 73, 81, 82, 89 (CP6108)), sob registro no MS: 81148560043.

Trata-se de um teste seguro, e de fácil manuseio.

Acesse:
Paper 1 - Paper 2

Fonte: EUROIMMUN Brasil

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