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Como fui de propagandista a líder de uma empresa de cientistas

10/11/2020 - Marcos Philippsen

Essa não é só mais uma história sobre como muito trabalho e um pouco de sorte nos ajuda a ascender na carreira. Para mim, isso só foi possível graças a um método simples - e que compartilho no artigo a seguir

Por Marcos Philippsen*


Nas salas de espera de consultórios Brasil afora, é muito comum nos depararmos com um profissional alinhado, normalmente com uma maleta nas mãos, que aguarda a sua vez pacientemente na esperança de o médico ter uma pequena brecha na agenda corrida para recebê-lo. No ramo da medicina diagnóstica in vitro, o trabalho desse sujeito é apresentar os últimos lançamentos de produtos e, muitas vezes, tirar dúvidas sobre exames diagnósticos. Foi assim, como propagandista, que eu comecei a minha carreira, enquanto ainda cursava a Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCF/USP).

Nascido e criado em São Paulo, foi na maior cidade do Brasil que eu cumpri a rotina de visitas a diversos consultórios, apresentando kits para exames diagnósticos. Desde o início atuei no segmento conhecido pela sigla IVD (In Vitro Diagnostics). E, se na faculdade eu adquiri o conhecimento científico que é a base do trabalho que realizo até hoje, foi a partir dessa experiência como propagandista que ingressei na área de vendas.

De lá para cá, foram 20 anos de uma trajetória que sempre me permitiu vivenciar uma empreitada maior e mais instigante que a anterior.  Até que, em abril de 2020, eu assumi o maior desafio de todos: ser o country lead da EUROIMMUN Brasil.

Mas essa história do propagandista que se tornou liderança em Saúde de uma empresa internacional não foi escrita apenas com trabalho duro e um pouco de sorte, como acontece - ou como as pessoas tendem a contar - muitas vezes. Eu acredito que outras duas razões tenham me colocarado nesse trilho: um atrevimento consciente e um método simples, que me permite avaliar se a próxima oportunidade profissional vale realmente a pena.

Desde cedo, coloquei a vontade acima da insegurança - o que os antigos costumam chamar de uma "pessoa de fibra". Mas essa não é, necessariamente, uma vantagem. Eu me lembro de quando, na 8° série do Ensino Fundamental, me convidaram para ser o orador da turma. Eu aceitei na mesma hora. Nem parei para pensar que nunca havia feito isso – e nem sequer visto alguém fazer – mas, no dia combinado, eu subi no púlpito e... gaguejei. Claro que gaguejei, pois eu ainda não estava preparado para entregar o que me foi solicitado: um discurso inspirador aos formandos. Meu atrevimento me fez acolher a oportunidade e errar. E tudo bem, porque o erro me fez aprender.

Na vida profissional, situações como essa aconteceram algumas vezes. Sempre que eu me deparava com uma oportunidade da qual gostava, aplicava para a vaga imediatamente. Muitas vezes, fiz isso sem considerar se meu currículo preenchia todos os requisitos do cargo. Bastava que o desafio me agradasse e lá ia eu me jogar novamente.

Com o tempo, entendi que seguir um método poderia me ajudar a tomar decisões melhores. Sempre trabalhei no mesmo segmento, portanto, conhecia as empresas em que almejava uma vaga. E foi assim que comecei a refletir sobre as perguntas que formam o que chamei de método 3Ps - Produto, Pessoas e Processos - para avaliação de uma oportunidade de carreira. A partir desses pilares, criei alguns questionamentos:

Produto: essa empresa possui um produto excelente? Como o mercado avalia o produto dessa empresa?

Pessoas: a empresa se preocupa com o desenvolvimento das pessoas? O que ela faz para isso? Os funcionários sentem orgulho do trabalho que fazem e de estarem onde estão?

Processos: a empresa possui excelência operacional? Todos os envolvidos no processo conhecem suas etapas?

Os processos são a parte mais difícil da minha equação, porque a gente só conhece de verdade essa estrutura organizacional quando já está imerso na empresa. Mas, em geral, conhecemos seus produtos e, no meu caso, as pessoas que trabalham na organização.

Embora o método seja muito simples, o resultado é diferente para cada pessoa, pois dependerá de como você avalia todas essas respostas. Mas é fato que  alinhar os meus valores de carreira com os valores das empresas nas quais trabalhei sempre me poupou uma grande energia e me fez ser mais feliz nas minhas escolhas. Foi assim que cheguei à EuroImmum, uma empresa formada por cientistas e que produz soluções para cientistas.

De acordo com o método 3Ps, aqui possuímos excelentes produtos cujo diferencial está no valor científico atribuído a eles. Nos preocupamos em saber como os exames serão realizados nas bancadas de todo o país para proporcionar ao profissional de medicina diagnóstica mais  segurança na qualidade e no calibre de nossos testes. Já as pessoas que trabalham conosco são, como bons cientistas, focadas na busca constante pelo conhecimento, e nunca se cansam de ampliar o aprendizado adquirido para construir uma sociedade mais saudável.

Sobre processos, o trabalho de torná-los mais maduros e transparentes é constante. Acredito que as equipes tenham excelentes ideias dentro de seus departamentos e que parte da minha função é dar ferramentas para que as pessoas possam executá-las como acham que devem.

Faz apenas seis meses que cheguei à EUROIMMUN e sou muito grato a todas as respostas que dei para o método 3Ps. Afinal, elas me trouxeram até aqui. E como disse o filósofo alemão Arthur Schopenhauer, "a ousadia é, depois da prudência, uma condição especial da nossa felicidade".

 

*Marcos Philippsen é country lead na EUROIMMUN Brasil, empresa de diagnóstico in vitro que une o saber científico, a excelência e o comprometimento com a vida para acelerar os avanços da medicina diagnóstica e, assim, construir uma sociedade mais saudável para todos

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