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De síndrome do ovário policístico a hipotireoidismo: o papel da medicina diagnóstica na saúde hormonal

26/01/2021 - por equipe Eurohub, hub de geração e disseminação do saber científico da EUROIMMUN Brasil

 

Testes laboratoriais de alta especificidade e metodologia automatizada são utilizados para monitorar preventivamente indivíduos de todas as idades e de ambos os sexos

 

por equipe Eurohub, hub de geração e disseminação do saber científico da EUROIMMUN Brasil

 

Hormônios são substâncias químicas secretadas tanto por glândulas endócrinas, a exemplo da tireoide, quanto por órgãos e tecidos como o cérebro e o coração. Eles controlam diferentes funções vitais do organismo, sempre comunicando às células quando é hora de respirar, comer, dormir e até quanto crescer. Só que todo esse sistema fica esquecido quando a saúde está em dia, e ganha importância apenas quando aparecem sintomas como excesso de fome, sono e cansaço, mudanças de humor e até o crescimento desordenado de pelos no corpo. Mas também há casos em que não aparecem sintomas e, por isso, é recomendado realizar testes diagnósticos hormonais periodicamente. 

 

“O médico solicita exames de sangue para acompanhamento hormonal de acordo com o momento de vida do paciente, e eles devem ser feitos de maneira rotineira, seja a cada seis meses ou anualmente, de acordo com a situação do paciente, pois são capazes de prevenir o desencadeamento de distúrbios hormonais”, explica Natália Saraiva, analista de laboratório da EUROIMMUN Brasil. Embora as mulheres tenham de realizar um leque maior de testes, os homens também precisam examinar periodicamente suas funções hormonais. 

 

Exames de dosagem hormonal preventivos são uma potente ferramenta da medicina diagnóstica para a detecção precoce de distúrbios hormonais, principalmente aqueles relacionados aos hormônios da tireoide ou sexuais. Os testes realizados com a metodologia ELISA de competição são altamente sensíveis por serem capazes de detectar moléculas muito pequenas, como ocorre com os hormônios. “Nesse tipo de kit diagnóstico, os poços das placas de ELISA são preenchidos com anticorpos de captura. O técnico adiciona o soro da amostra do paciente e, quanto mais antígeno tiver na amostra, menos antígeno de marcação vai se ligar à placa. Portanto, o resultado é sempre inversamente proporcional”, descreve Natália. O resultado aponta a quantidade de hormônios na amostra de forma altamente específica e sensível. E a automatização de todo o procedimento é outro fator que faz com que a metodologia ELISA seja a mais indicada para kits de dosagem hormonal. 

 

Conheça a seguir os diagnósticos e testes para os quais essa metodologia já está disponível:

Diagnóstico da síndrome do ovário policístico pela quantificação de DHEA

Os esteroides são hormônios que determinam características sexuais. Entre os mais frequentes estão os pró-hormônios dehidroepiandrosterona (DHEA) e sulfato de DHEA (DHEA-S), ambos produzidos na glândula adrenal. Nos órgãos sexuais, essas substâncias são processadas em androstenediona e, posteriormente, em andrógenos (testosterona e diidrotestosterona) e/ou estrógenos, a depender do sexo do indivíduo.

Níveis aumentados de DHEA-S são encontrados na amostra de soro de 20% a 30% das mulheres com síndrome dos ovários policísticos (SOP), uma condição que afeta uma a cada dez mulheres em idade reprodutiva em todo o mundo, provocando irregularidade menstrual, cólicas severas, acne, obesidade e problemas de fertilidade. 

 

Investigação de hormônios tireoidianos: T3 reversa 

Além do hormônio estimulador da tireoide (TSH, tireotropina), os hormônios tireoidianos mais importantes são tiroxina (T4), 3,5,3'-triiodotironina (T3) e 3,5,3'-triiodotironina reversa (rT3). Sempre que ocorre um aumento nos hormônios da tireoide, há uma diminuição na formação de TSH, enquanto que, inversamente, a redução nos hormônios da tireoide induz a secreção de TSH. Na chamada síndrome de T3 baixo há uma alteração da homeostase dos hormônios tireoidianos, principalmente em pessoas com doenças graves. O quadro é confirmado por testes diagnósticos que acusam o acúmulo do metabólito inativo rT3, níveis  de TSH de normal a baixo, um nível de T3 baixo e, em casos de doença de longa duração, um nível de T4 baixo. Por isso, o teste diagnóstico que determina a T3 reversa pode ser útil para diferenciar o diagnóstico entre pacientes com hipotireoidismo central e pacientes com síndrome de T3 baixo.

 

Identificação precoce da hiperplasia adrenogenital congênita

 

A deficiência da enzima 21-hidroxilase é a causa de mais de 90% dos casos de hiperplasia adrenogenital congênita (HAC), um grupo de distúrbios do metabolismo provocados por um gene recessivo e que atinge homens e mulheres na mesma proporção. Durante a biossíntese do hormônio glicocorticoide, essa enzima converte a progesterona 17-OH em 11-desoxicortisol. Portanto, sempre que a 17-OH progesterona se acumula no organismo, há um excesso de andrógenos, associado à virilização e hiper-androgenismo nas mulheres. A quantidade de 17-OH progesterona também pode ser avaliada por meio do método ELISA, que ajuda na diferenciação do diagnóstico da HAC e pode ser dividida nas formas clássicas e não-clássicas, com a quantidade de enzimas reduzidas. 

 

Busca pela estrona, o hormônio da menopausa

 

Estradiol, estrona e estriol estão entre os estrogênios endógenos mais importantes, responsáveis pelo desenvolvimento e função dos órgãos sexuais femininos, além de regular o crescimento e a densidade óssea. Nas mulheres, sua biossíntese começa nos ovários e na glândula adrenal a partir do colesterol. A estrona (E 1) é formada a partir da androstenediona e do estradiol e, embora tenha pouca relevância durante a vida reprodutiva feminina, é o estrogênio predominante após a menopausa.

 

Identificação do DHT, o andrógeno mais forte em humanos

 

5α-dihidrotestosterona (DHT) é o andrógeno mais forte em humanos e está presente no sangue na quarta concentração mais alta após a dehidroepiandrosterona (DHEA), androstenediona e testosterona. O DHT é produzido principalmente pela enzima microssomal 5α-redutase via testosterona. É sintetizado, por exemplo, na próstata, pele, fígado e folículos capilares, sendo o tecido a principal fonte de DHT no sangue.

 

Em fetos masculinos, o DHT é responsável pela diferenciação do Sinus urogenitalis e dos órgãos genitais externos e, portanto, é necessário para o desenvolvimento e o funcionamento da próstata, por exemplo. Após um pico nos primeiros dois a seis meses de vida, a testosterona e o DHT diminuem para valores não detectáveis até a adrenarca, por volta dos seis anos. 

 

Durante a puberdade, os hormônios esteróides são produzidos em quantidades cada vez maiores, especialmente a testosterona nos testículos. Em homens adultos, a concentração de DHT no soro atinge aproximadamente um décimo da testosterona. O DHT é relevante para o padrão de crescimento do cabelo masculino e pode estar envolvido na manutenção da libido e das funções sexuais dos homens. O hormônio ainda estimula a degradação de lipídios e inibe sua síntese.

 

 

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