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Este não é mais um texto motivacional

06/08/2021 - Por Marcos Philippsen, country lead na EUROIMMUN Brasil

Dia desses ouvi que “não existem metas impossíveis para aqueles que sempre demonstram força de vontade”. Também já me contaram que “o talento vence jogos, mas só o trabalho em equipe ganha campeonatos”. Pessoalmente, ouvi de um antigo chefe ao pedir demissão e partir para outra empresa  que com essa atitude eu seria apenas “uma gota d’água no oceano”

É por isso que já digo logo: eu não tenho receita para a motivação. Se é isso que você espera encontrar por aqui, sugiro parar a leitura agora mesmo. Para aqueles que se arriscam a continuar, aviso que a partir de agora não há fórmulas prontas. Vou compartilhar algumas ideias e experiências para manter a autoconfiança e a motivação mesmo em tempos difíceis.

 

Sendo assim, a melhor analogia que posso fazer sobre motivação é relacioná-la com um músculo que precisa ser treinado. Talvez também possa compará-la com o meu estado de humor. Isso porque eu, particularmente, escolho todas as manhãs se vou levantar da cama de bom ou mau humor.  Veja bem, não estou dizendo que vou acordar bem-humorado todos os dias, isso não é real. Mas acredito que eu possa escolher e pensar como vou começar meu dia, independentemente da maneira como eu me senti ao abrir os olhos. E com a motivação acontece o mesmo.

Eu sei que para quem está desmotivado atualmente, ler isso é duro. Certamente não é um conselho esperado, mas ainda assim é o que eu acredito ser eficaz. 

É uma escolha estar motivado ou não estar nem aí. É uma escolha ter uma visão positiva de algo que está sendo proposto ou enxergar o trabalho como uma mera utilização da própria mão de obra. É uma escolha achar algo interessante, ainda que seja trabalhoso, ou simplesmente decretar que a tarefa é chata e sugerir que outra pessoa deveria fazê-la. Todas essas decisões são escolhas, ainda que no momento em que acontecem isso não esteja muito claro. 

Mas eu também acho possível treinar a motivação. Tanto que adoto uma série de exercícios diários para manter não apenas a minha própria motivação como a das pessoas que trabalham junto a mim. Vou dar um exemplo. A equipe de vendas da EUROIMMUN tem uma reunião diária para avaliar o quão alinhado estamos ao objetivo do mês a partir de uma perspectiva menor de tempo. A ideia com isso é não esperar 30 dias de trabalho para saber se a meta será alcançada, e, sim, estabelecer tarefas intermediárias que ajudem todos a chegar mais próximos dela. É que as pessoas que sabem dos seus objetivos têm mais chances de ultrapassá-los do que aquelas que, de tão distantes, acabam desistindo no meio do caminho.

Por mais que o líder não possa se responsabilizar pela motivação interna de cada funcionário, dá sim para criar uma estrutura que ajude cada pessoa a se automotivar. 

Nem que para isso seja preciso não fazer absolutamente nada. Aliás, reconhecer quando não é necessário é uma das ações mais importantes de um líder. Portanto, ao perceber um funcionário que entende onde quer chegar e sabe das próprias metas e dos riscos possíveis, sugiro que não faça nada. Porque deixar o outro tocar o trabalho sozinho, da maneira como acha que deve ser, ajuda a motivá-lo. Por outro lado,  convém criar uma estrutura que permita que aqueles que não estão no mesmo patamar se encaixem na conversa e possam emitir suas próprias ideias. 

Eu vi isso acontecer recentemente, em um episódio do ótimo podcast “Achismos” comandado pelo humorista Maurício Meirelles. Nesse dia em questão, o tema era a umbanda e o entrevistado, um pai de santo (se ficou curioso, veja aqui). Ao terminar de dizer algo bastante complexo, o entrevistado ouviu Meirelles o questionar se ele estava dizendo “tal, tal e tal”, e o que ele respondeu? “Não, foi você quem disse isso e não eu, mas eu gostei muito da forma como você falou.” Com uma simples frase o especialista trouxe o interlocutor para o seu lado e o motivou a continuar a conversa mesmo sem entender muito sobre o tema. Isso é liderança. 

Depois de ouvir esse diálogo, pensei em quantas vezes eu fui apresentar uma ideia que tive a um chefe, mesmo sabendo que para atingi-la eu precisaria trabalhar ainda mais, e recebi um balde de água fria? Poxa, eu sabia qual era o objetivo comum da empresa e onde queríamos chegar, e era eu que me esforçaria para atingi-lo… por que, então, eu não poderia ao menos tentar? Se tem algo mais desmotivador que isso eu desconheço. Hoje, com a experiência de liderar equipes, penso que esse chefe poderia ter conduzido a situação de uma forma bem diferente e pelo menos estabelecido um período curto de tentativa para a ideia que eu trazia. Afinal, a chance de dar certo ou de dar errado era a mesma. E é essa mesma experiência que me

faz refletir quando eu, sem perceber, repito os erros de meus chefes. Eu também erro...

A motivação é uma escolha e ela sempre deve ser boa para quem a toma. Reflita se as suas estão sendo boas para você, para o seu propósito, a sua carreira e até para a sua família. Sim, estou falando até mesmo de ser egoísta nesse ponto, pois isso ajuda a criar um movimento interno que te coloca em marcha para que, em tempos difíceis - como esse que vivemos agora -, você lembre das recompensas individuais que o trouxeram até aqui e vão te encaminhar para o futuro. E se motive com isso. 

*Marcos Philippsen é country lead na EUROIMMUN Brasil, empresa de diagnóstico in vitro que une o saber científico, a excelência e o comprometimento com a vida para acelerar os avanços da medicina diagnóstica e, assim, construir uma sociedade mais saudável para todos 

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