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Quem espera a empresa para desenvolver competências corre o risco de não sair do lugar

26/11/2021 - Por Marcos Philippsen*

Este não é um texto que reúne estratégias certeiras para o desenvolvimento de competências técnicas e gerenciais para quem não quer mais esperar que a empresa banque treinamentos e capacitações. Já aviso logo de cara que eu não acredito em fórmulas prontas e únicas para a construção de uma carreira de sucesso. Comigo não aconteceu assim e acho pouco provável que um punhado de dicas fáceis possa colaborar positivamente com uma boa trajetória profissional.

Mas concordo que não dá mais para esperar a empresa definir quais são os cursos de interesse de cada funcionário e quando eles devem fazê-los. Quem ficar sentado no cargo esperando uma oportunidade dessas vir do RH não vai sair do lugar. Por isso, quero dividir com vocês algumas reflexões que tenho feito sobre o meu próprio desenvolvimento de competências e que talvez possam ajudar outras pessoas que pretendem fazer com que a própria pauta da vez - seja ela um projeto ou um curso de capacitação - seja aprovada pelo líder e paga pela organização.

E a primeira delas é sobre uma palavra conhecida, mas que quero usar com outro sentido: senioridade. Não falo de hierarquia, mas do benefício que qualquer colaborador terá - independentemente da posição que ocupa - por “abrir os ouvidos” e entender o que a empresa está falando e fazendo neste exato momento. Ter uma melhor percepção das metas da empresa pode resultar em uma maior chance de que a sua proposta seja aceita pela organização apenas pelo fato de elas estarem em perfeita sincronia.

Portanto, recomendo que pesquise quais são as áreas que a empresa está predisposta a investir antes de buscar cursos para melhorar sua performance. E se essa capacitação que você deseja ainda puder ajudar outras pessoas do departamento a crescerem, melhor ainda. Os líderes sabem dar valor a esse tipo de proatividade quando entendem o retorno que o desenvolvimento das competências de um colaborador vai trazer para todos.

Só que, ainda assim, é possível que a resposta para o seu pedido seja um “não”  desolador. E aí o meu conselho é um só: siga adiante no seu plano. Se puder e tiver condições financeiras para isso, invista na sua carreira e naquilo que você acredita ser prioritário. E, sempre que ficar na dúvida se vale mesmo a pena, lembre-se do exemplo que essa nova geração de colaboradores traz para todos nós e não se amedronte em partir em busca de novos projetos e novos conhecimentos sempre que preciso.

Aliás, e lá vai minha segunda reflexão, comece a tratar a sua própria carreira como um projeto - e faça dele o mais importante de todos. A consequência direta que eu enxergo nessa atitude é que, ao colocar o seu próprio desenvolvimento em evidência, o seu chefe provavelmente também vai começar a tratar a sua carreira como prioridade e, logo, passará a chamá-lo para participar de reuniões estratégicas, compartilhará mais responsabilidades e até mesmo aprovará seus pedidos por cursos de capacitação.

Tenho feito isso com o meu próprio desenvolvimento profissional e tem dado certo de forma muito mais ampla do que eu poderia imaginar. Um exemplo é um projeto que acabamos de lançar aqui na EUROIMMUN Brasil, o Josie Bot, nosso primeiro assistente virtual para atendimento ao cliente.

Essa história começou há dois anos, quando eu pedi ao meu chefe um dia fora do escritório para participar de um congresso de robótica e inteligência artificial aplicada aos negócios. Na época, eu não atuava em nenhuma área correlata a esses temas, mas achei que pudesse ser interessante conhecer mais sobre as tecnologias. E o que eu encontrei lá explodiu minha mente, pois presenciei discussões riquíssimas sobre deep learning e outras técnicas disruptivas das quais eu ainda não sabia e que de alguma forma eu absorvi para o meu trabalho.

Se me permitem uma última reflexão sobre esse tema do desenvolvimento das competências, quero usá-la para fazer uma sugestão. Para quem está em dúvida por onde começar, experimente aprender mais sobre liderança situacional. De todos os treinamentos que eu já fiz, esse talvez seja o mais importante, pois me permitiu entender melhor como as pessoas podem ter níveis diferentes de expertise para cada área de conhecimento justamente para poder ajudar a identificá-los.

E você, tem algum curso que já fez e que considera fundamental para a sua carreira? Me conta nos comentários e vamos construir uma boa lista de sugestões juntos.

*Marcos Philippsen é country lead na EUROIMMUN Brasil, empresa de diagnóstico in vitro que une o saber científico, a excelência e o comprometimento com a vida para acelerar os avanços da medicina diagnóstica e, assim, construir uma sociedade mais saudável para todos 

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