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Saiba como exames de biologia molecular otimizam o diagnóstico do vírus da herpes

09/12/2021 - Por equipe EUROHub, hub de geração e disseminação do saber científico da EUROIMMUN Brasil

Feridas e pequenas bolhas agrupadas que aparecem na boca, na região genital e/ou perianal servem de alerta para a manifestação clínica da chamada herpes simplex, uma infecção causada pelo vírus herpes humano (HSV 1 e 2). Mas há vezes em que os mesmos sintomas aparecem em diferentes partes do corpo e podem ser confundidos com outras doenças comuns, como a varicela ou dermatites. Para esses casos, a biologia molecular é uma importante ferramenta para a confirmação laboratorial do quadro.

Para Michel Soane, PhD em infectologia e gerente sênior de scientific affairs da EUROIMMUN Brasil, o diagnóstico clínico costuma ser mais complexo quando as lesões são de difícil identificação a olho nu, como costuma acontecer em pacientes pediátricos, por exemplo. Para esses casos, contar com um kit diagnóstico de biologia molecular com alta sensibilidade e alta especificidade para a diferenciação dos patógenos auxilia o direcionamento para um diagnóstico mais assertivo. 

“É importante esclarecer que a avaliação clínica do paciente pelo médico é sempre soberana, mas os exames diagnósticos moleculares são também importantes para confirmar uma hipótese diagnóstica a partir de lesões de difícil diferenciação nos momentos iniciais da infecção que poderiam ser causadas tanto por herpes quanto por varicela, ou mesmo outras doenças, neste caso sendo o teste utilizado como diferencial”, sugere Soane

O kit EUROArray Herpes 1 e 2 e Varicela-Zóster faz exatamente isso: ele consegue diferenciar se a causa da infecção é o HSV 1 e 2 ou o vírus da varicela-zoster, mesmo que haja pequenas concentrações do patógeno disponíveis na amostra. 

Como funciona

Isso é possível porque a biologia molecular usa a técnica PCR para amplificar em milhões de vezes um pequeno fragmento do material genético do vírus, como descreve o PhD:. “A partir de um raspado da área afetada, coletado por swab, é possível extrair o DNA da amostra e, a partir disso, amplificá-lo por uma reação em cadeia da polimerase [conhecida pela sigla PCR, do inglês] em uma etapa que demora cerca de uma hora.”

Depois, esse DNA amplificado é colocado em uma lâmina onde os nucleotídeos ali presentes vão se ligar ao material para que seja possível identificar se algum desses três vírus está presente: herpes 1 ou 2 ou varicela.

“O resultado do teste microarray da EUROIMMUN é altamente confiável porque realiza, em um mesmo biochip e com a mesma amostra, a confirmação em duplicata da genotipagem dos três patógenos analisados: herpes 1 e 2 e varicela”

Michel Soane, gerente sênior de scientific affairs da EUROIMMUN Brasil

Soane lembra que a técnica de microarray da EUROIMMUN traz uma grande confiabilidade ao resultado, pois os três patógenos são sempre investigados em duplicata na mesma lâmina e com a mesma amostra: “É como se o exame fosse feito duas vezes na mesma rotina, já que a lâmina possui dois spots para cada um dos três patógeno que serão analisados.” E se as duplicatas não baterem, o sistema invalida a liberação do resultado. 

Quando usar

E aí está o maior ganho do diagnóstico molecular em relação à sorologia para a detecção da herpes: é possível ter uma sensibilidade elevada com alta especificidade para genotipagem, detectando até mesmo pequenas frações dos três patógenos.

Em comparação, os exames sorológicos que detectam anticorpos IgM para a herpes são ferramentas diagnósticas úteis, mas normalmente identificam uma infecção recente a partir da amostra de soro, quanto a faixa de tempo para a detecção costuma ser bastante curta na infecção aguda. “Se lembrarmos que mais de 90% da população brasileira têm o vírus da herpes e adquiriu imunidade para ele, um resultado sorológico positivo pode não indicar a verdadeira causa das lesões visíveis em situações em que haja uma dúvida diagnóstica. O teste molecular também se torna relevante em casos de meningites e encefalites de pacientes imunodeprimidos, por exemplo”, justifica Soane.

Então, o exame molecular deve substituir a sorologia em todos os casos? Não. “Esse kit diagnóstico é útil apenas quando há uma lesão sugestiva, mas não para triagem nem para check-ups virológicos”, responde o PhD.  

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