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É preciso dar resultado, mas e se a equipe estiver cansada?

27/04/2022 - Por Marcos Philippsen*

Há momentos em que as pessoas estão simplesmente cansadas demais para produzir - aliás, quem não passou por isso nos últimos dois anos? E, apesar de tudo o que pode ser colocado sobre o papel do líder nessas ocasiões, quero dividir impressões em torno de duas questões principais:

Como garantir - e quem sabe até superar - a entrega dos resultados nessas circunstâncias? E como deixar a equipe satisfeita mesmo com os atrasos de um colega desmotivado?

Como eu já disse em outras conversas por aqui, acredito que felicidade e nível de energia de uma pessoa estão intrinsecamente conectados. Daí vem a primeira grande dificuldade em lidar com o desânimo de equipes: será que dá para motivar quem está cansado, ansioso ou estressado?

A minha resposta é sim.

Talvez você também já tenha notado um comportamento comum: o ser humano costuma sentir uma espécie de identificação às avessas. Ou seja, em vez de se colocar no lugar do outro, passa a achar que todos ao seu redor se sentem exatamente como ele. Se estou sem energia, penso que todos estão igualmente chateados; se estou feliz, tenho certeza de que a satisfação é geral. Só que essa comunhão não pode ser chamada de empatia. Ela é só uma ilusão.

Dessa forma, ao líder cabe enxergar, de forma individual, cada um de seus colaboradores, independentemente do nível de energia pessoal que ele próprio, o gestor, esteja sentindo naquele momento, ou do retrato geral da equipe. E o RH pode apoiar, já que dispõe de ferramentas importantes para medir o nível de satisfação das pessoas e propor metodologias voltadas à motivação e ao crescimento.

Mas a prática desafia a teoria, eu sei.

No mundo real, cada um tem suas próprias fontes de energia e motivação. No meu caso, o cansaço vai embora sempre que estou lidando com novos projetos. No entanto, à medida que as tarefas se tornam repetitivas e comuns, eu tendo a perder aquela energia do início. Identificar essas sutilezas e distribuir as tarefas de acordo com o perfil e o entusiasmo do indivíduo é, no fim do dia, aproveitar o melhor de cada um.

Outra conduta que faz a diferença em momentos de esgotamento da equipe é a transparência. Se você é o líder, diga claramente quais ações serão tomadas e o prazo para que elas aconteçam. O contrário também é verdadeiro: se você é o colaborador, pergunte ao seu líder o porquê de ele atribuir a você determinadas tarefas quando você está se sentindo tão sobrecarregado.

Essa franqueza deve ser estendida a todos que lidam diretamente com o colaborador que está precisando de atenção extra. Quando o colega entende a dor do outro e o que a liderança está fazendo pela pessoa naquele período sensível, fica claro que, se algo similar acontecer com ele próprio, o líder também estará aberto para ajudá-lo. A ação é individual, mas o efeito da compreensão e do acolhimento é coletivo.
Outro caso que vivenciei em minha carreira, antes da EUROIMMUN, foi o cansaço de uma equipe inteira de vendas. Durante o mês de dezembro, quando normalmente há uma baixa nos resultados por causa das festas de fim de ano, a empresa decidiu acelerar a captação de novos clientes e, assim, emendou um ano no outro, sem a pausa necessária para o descanso mental e físico. Bem, os resultados foram excelentes. Mas, no meio do ano seguinte, dava para notar nitidamente o esgotamento geral. 

O que fazer numa situação como essa, já que não é possível dar férias para um time inteiro de uma só vez? A minha escolha como líder foi investir em team building, ou seja, na construção de uma melhor interação entre as pessoas. A ação envolveu palestras de autoconhecimento, encontros externos para tirar o pessoal do escritório e redução da carga de reuniões, a fim de que cada um pudesse se dedicar ao autocuidado. E, claro, deixei claro que eu sabia do cansaço, reconhecia e valorizava os esforços de todos.

O olhar do líder para identificar tarefas e projetos que motivam - ou desmotivam - o colaborador é, portanto, fundamental. Ao adequar ao máximo o dia a dia das pessoas, eleva-se a energia geral do grupo.

Agora, se você já conversou com o seu chefe e ele acha que não pode fazer nada para resgatar a sua energia perdida, troque de emprego. Não procrastine se mantendo em um lugar que não o motive suficientemente. Você precisa e merece gostar de trabalhar.

*Marcos Philippsen é country lead na EUROIMMUN Brasil, empresa de diagnóstico in vitro que une o saber científico, a excelência e o comprometimento com a vida para acelerar os avanços da medicina diagnóstica e, assim, construir uma sociedade mais saudável para todos.

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