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Se há riscos tanto na inovação quanto na ausência dela, qual lado escolher?

11/07/2022 - Por Marcos Philippsen*

Cada nova tecnologia reacende as discussões sobre sua interferência em nossas vidas - e, com a inovação, surgem grupos fortemente contrários à sua aplicação. A resistência não é de hoje. Foi assim com a prensa de Gutenberg. Diziam, à época, que as cópias expandiam perigosamente o conhecimento dos livros para pessoas “fracas de cabeça”. Agora, algo muito semelhante ocorre com a inteligência artificial.

Enquanto discutimos sobre a (provável) interferência da IA na autonomia humana, nós, brasileiros, ainda não aplicamos nem mesmo a automação básica para melhorar a eficiência de processos corriqueiros. Cito a minha própria experiência e como eu me sinto distante daquilo que há de mais inovador em termos de tecnologia na medicina diagnóstica in vitro (IVD). O que é contraditório, pois temos os produtos e serviços de excelência para promover esse salto. A questão é: que uso as instituições têm feito da análise científica e do conhecimento que as novas tecnologias podem gerar?

Estamos atrasados na implantação, na evolução e, por fim, na discussão sobre tecnologias que levam à inovação e a melhorias. Minha análise pessoal diz que essa lentidão decorre de investimentos pouco agressivos, por medo do ROI. A pouca experiência que temos sobre a avaliação do retorno sobre investimentos em inovação simplesmente nos amedronta e nos impede de arriscar. Nesse ciclo vicioso, a inexperiência na avaliação atravanca a aposta em tecnologias que tragam resultados.

Em tempos de recessão global, é natural correr para onde há um maior conforto e a certeza de que o retorno financeiro virá - ainda que menor. Só que, daqui cinco anos, corremos o sério risco de viver um hiato de novos produtos e inovação, pois todo o mundo preferiu se manter em um lugar seguro ao invés de adotar novas tecnologias.

Para aprender mais sobre inovação, eu invisto duas horas na semana para pesquisar sobre o assunto - e vou além das novidades na área da medicina diagnóstica in vitro. Não tenho a pretenção de me aprofundar em inovações específicas, mas sim ter contato com os novos termos, conhecer as novidades e descobrir como elas servem a diversos negócios. Aliás, compartilho aqui um site interessante para quem quiser adotar o mesmo hábito.

Saber que tais inovações existem me ajuda a tomar decisões mais assertivas. Como foi o caso da parceria recém-firmada entre a EUROIMMUN Brasil com uma empresa de data science, para otimizar nosso planejamento de inventário de produtos. A partir da análise de dados de Saúde, que vão desde a OMS e o Ministério da Saúde até estados e prefeituras, vamos calcular a sazonalidade de doenças infecciosas para ter um estoque certo de kits diagnósticos na hora apropriada.

Nesse case, o uso do robô, que faz mais de 12 mil cálculos por linha, automatiza um processo que já existe e ajuda a controlar a previsibilidade de surtos de doenças. Observe que nem estamos falando de IA ou metaverso, mas de estatística aplicada e automação para analisar processos de maneira que um ser humano não conseguiria. Um tipo de serviço que a Amazon oferece de graça a seus clientes americanos há mais de dez anos… veja só.

Meu conselho final para quem tem negócios no Brasil é começar a implementar tecnologias que já existem, o mais rápido possível, para se manter competitivo também em inovação. E mesmo que ainda não haja espaço para investimentos de risco, pelo menos reserve parte do capital para a adoção de tecnologia, planejando bem essa etapa e preparando uma matriz de complexidade e tempo que avalie o retorno do custo da implantação. Quem não seguir esse caminho estará correndo o maior risco - o da obsolência.

*Marcos Philippsen é country lead na EUROIMMUN Brasil, empresa de diagnóstico in vitro que une o saber científico, a excelência e o comprometimento com a vida para acelerar os avanços da medicina diagnóstica e, assim, construir uma sociedade mais saudável para todos.

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