Blog

No Blog da EUROIMMUN, você fica informado sobre tudo relacionado a diagnóstico médico: Notícias, Entrevistas, Eventos, Lançamentos de Produtos e muito mais...

Mitos e verdades sobre o kit diagnóstico Anti-PLA2R ELISA

21/07/2022 - por equipe EUROHub, centro de geração e disseminação do saber científico da EUROIMMUN Brasil

 

A distinção entre a nefropatia membranosa primária - de origem autoimune, que corresponde a 80% dos casos da doença - e a secundária é uma descoberta recente da medicina diagnóstica. “De 2009, quando foi publicado o primeiro paper sobre esse achado que identificava o receptor de fosfolipase A2 como antígeno máximo dos autoanticorpos, até o desenvolvimento de kits diagnósticos para sua identificação laboratorial, tudo aconteceu muito rápido”, conta a biomédica e PhD em Ciências da Saúde Letícia D'Argenio Garcia.

Embora o diagnóstico desse tipo de nefropatia membranosa seja fácil e seguro, ainda há dúvidas do mercado sobre a utilização do teste. Por isso, pedimos a ajuda da especialista em pesquisa e treinamento da EUROIMMUN Brasil. Confira a seguir os principais mitos e verdades sobre o kit diagnóstico Anti-PLA2R ELISA.

O exame é fácil de processar, como qualquer outro kit ELISA.

Verdade. O kit Anti-PLA2R segue o protocolo padrão 30-30-15, ou seja, é preciso incubar a amostra por 30 minutos, lavar, incubar por mais 30 minutos o conjugado e, finalmente, 15 minutos o substrato. Não requer um técnico especializado para a leitura de resultado, tampouco que o laboratório tenha uma infraestrutura diferente para rodar. 

Demora muito para sair o resultado. 

Mito. Como outros exames ELISA, o tempo total de realização, até o resultado, não ultrapassa 1h30 de duração. Além de ser um teste rápido, a incubação é feita em temperatura ambiente e sem necessidade de agitação, tudo para facilitar a rotina laboratorial.

É possível rodar mais de uma amostra ao mesmo tempo.

Verdade. A amostra do kit Anti-PLA2R pode ser soro ou plasma e, em ambos os casos, elas podem ser guardadas por até 14 dias em geladeira comum. Não é preciso nem congelar.  A placa de ELISA do kit vem com 96 testes, portanto, ao excluir os cinco calibradores e dois controles (um negativo e um positivo), restam 89 testes para serem usados em uma mesma rotina. 

O resultado só indica a presença, ou não, de autoanticorpos na amostra.

Mito. Além de qualitativo, o kit Anti-PLA2R é um teste quantitativo de autoanticorpos contra PLA2R. Portanto, além de ser importante ao diagnóstico, o teste é também uma ferramenta de acompanhamento para a queda no título de autoanticorpos durante o tratamento, um indicativo de que a terapia está fazendo efeito.

A biópsia renal é mais eficiente para o diagnóstico da nefropatia membranosa.

Mito. A biópsia, além da dificuldade da coleta, é um teste mais demorado, pois é preciso processar o tecido, prepará-lo, cortá-lo, colocar na lâmina e corar para que, finalmente, um médico patologista capacitado possa analisá-lo.

O kit Anti-PLA2R ELISA elimina totalmente a necessidade da biópsia.

Verdade. Resultados positivos a partir do kit ELISA têm uma forte correlação com a biópsia também positiva, como já mostrado em alguns estudos. E mais: o teste de soro para anticorpos PLA2R apresenta uma sensibilidade de 97,5%  e uma especificidade de 100%.

Além do teste de soro para anticorpos PLA2R, o paciente deve realizar exames de urina com frequência.

Verdade. A presença de proteínas na urina é um achado clínico e sintoma da doença. Por isso, a proteinúria identificada no exame de urina sempre será necessária para o acompanhamento da nefropatia membranosa.

Leia também:

Kit Anti-PLA2R ELISA - EUROIMMUN

Aplicabilidade clínica do anticorpo Anti-PLA2R no manejo da nefropatia membranosa primária: uma revisão da literatura - Revista Científica Integrada

Método de imunofluorescência indireta apoia detecção de doença autoimune que afeta os rins

 

 

  • Linkedin
  • Pinterest
  • Email